7 de fevereiro de 2014

Comentário - Bia chun Li, não querendo ser chato, mas já sendo...


Oi Bia, já nos conhecemos há um tempo atrás e você até segue meu (semi) finado blog. Serei seu chato politicamente correto de hoje :)

Gostaria, antes de tudo, de fazer algumas afirmações:

- O gênero no qual se flexiona a palavra travesti, na verdade, deve estar de acordo com a identidade de gênero da pessoa, não com o sexo biológico. Então Poison, que tem uma identidade de gênero feminina, seria A travesti, enquanto que um personagem que nasceu mulher, mas tem uma identidade masculina (sendo, no caso, um transhomem) seria O travesti.
Refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto.
(...)a maioria das travestis prefere ser tratada no feminino, considerando insultoso serem adjetivadas no masculino, por isso devemos dizer as travestis e não os travestis(...)
- Há uma diferença enorme entre a homossexualidade e a transexualidade: homossexual é aquela pessoa que se sente atraída pelo mesmo sexo, transexual é aquela pessoa que se identifica com o sexo oposto.
Uma pessoa homossexual pode ser transgênero (como na notícia em que você postou, onde uma mulher trans lésbica se casou com uma mulher cis lésbica), mas uma pessoa transgênero não necessariamente será homossexual.

Atualizado: Cis é a pessoa que se identifica e se reconhece com seu sexo biológico, ou seja, se nasceu mulher e se reconhece como mulher você pode falar mil vezes que ela é um homem, nada a convencerá do contrário, pois essa pessoa sabe muito bem o que é.
Com as pessoas trans é a mesma coisa, só que o sexo e seu corpo é discordante de seu verdadeiro sexo: a identidade de gênero.



- Ou seja, de acordo com a informação acima, Poison poderia ser sim abertamente uma personagem abertamente homossexual de Street Fighter, mas apenas se gostasse de mulheres, pois o determinante para a homossexualidade é que você goste do mesmo sexo que o seu e, se a Poison se considera mulher, namorar o Hugo não seria necessariamente gostar do mesmo sexo, não é?

Vou parar por aqui antes de ficar muito chato, mas te recomendo este texto e as tirinhas da Samie Carvalho, que conta a história de Sasha, a Leoa de juba, uma personagem transgênero (mas não necessariamente travesti ou transexual) para que você possa entender essa questão do ponto de vista das pessoas trans.

Beijos e espero que visite os links que postei :)

2 de setembro de 2013

Seguindo nos trilhos



 
Ou quase, pq eu não deveria estar postando no meu expediente aqui no Metrô.
Sim, passei no concurso e acho estou aqui na área administrativa.

Como disse a nossa santa Luisa Marilac:

"E Disseram que eu estava na pior, mas pourrãn,
se isso é estar na pior, o que que é tá bem, néan?"


15 de março de 2013

Já é 2013? O.o



Poxa, demorei mesmo para postar, hein?
Pensem, nesse meio tempo:

  • Amy Winehouse, a Hebe, a Whitney Houston e até o Oscar Niemeyer empacotaram.
  • O Corinthians ganhou a Libertadores e o Mundial.
  • A Sandy passou de "virgem e santa" para "devassa que sente prazer anal".
  • Aconteceu a "Primavera Árabe" onde o povo do Egito (e mais uns outros países) derrubaram suas ditaduras políticas para poder escolher democraticamente quem vai mandar na ditadura teocrática islâmica que se instalou.
  • Os religiosos que lá no começo do blog eram só um chiadinho incômodo ganharam poder político para mandar na comissão de direitos humanos.
  • Os gays conquistaram o direito ao casamento civil em São Paulo, França e mais uma penca de países.
  • Um papa entrou, saiu e já escolheram mais um. D=
Fora que, pessoalmente:


  • Eu saí do armário, convenci minha mãe que eu era mesmo gay (ela ficou 6 meses achando que era brincadeira), arranjei namorado, levei pé na bunda e segui adiante super de boa.
  • Passei por 4 empregos e 5 experiências.
  • Muita gente legal (fora alguns chatos...).
  • Bambeei entre o ateísmo e o espiritismo até decidir que quero ser agnóstico espiritualizado e ponto.
  • Descobri meus preconceitos e sigo combatendo-os desde então.
  • Tornei-me pró feminismo. (LOLINHA ♥)
  • Senti muitas saudades de gente que mal conheço e que conheço muito bem.
  • Ganhei coisas, perdi coisas, vi furtos e roubos, me iludi e desiludi.
  • Tentei aprender Libras, Esperanto e Inglês, parei tudo na metade.
  • Fiquei mais à esquerda (e mais à direita também).
  • Perdi e recuperei a fé na humanidade.
  • Fiz e realizei planos.
  • E, acima de tudo, ganhei e sigo ganhando consciência.

Querido 2012, por mais que eu te odeie, eu tbm agradeço muito a você.
Tomara que 2013 seja tão incômodo e transformador como você foi :)
E aqui renasce das trevas o Paradoxo Hades, que pretende seguir vivo ou até moribundo, mas nunca morto, durante muito tempo ainda.

Cheers o/