12 de junho de 2011

Você sabe que é quase impossível ficarmos juntos...

- Sim, eu sei. E não é isso que eu desejo.
- E o que você deseja então?
- Estar ao seu lado...

O Lenhador e a Raposa


Um lenhador acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.

Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem, e portanto não era um animal confiável, e quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: “Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai comer seu filho!”

Um dia o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou em casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com sua boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou um machado na cabeça da raposa. Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e ao lado do berço uma cobra morta.





O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos...

20 de abril de 2011

E por um mês nada foi dito...



Não foi por maldade, pois o menino havia tentava fazer pessoas felizes com pequenos gestos.
Ele sabia que também não havia sido por falta de forças, pois ele havia lutado batalhas e ganho, havia curado mágoas e magoado, havia rido e chorado muito, havia acumulado conhecimentos sobre o mundo e sobre si mesmo.
Aconteceram muitas coisas que poderiam ser contadas, mas o menino simplesmente não teve ânimo de contar.

Então ele se deitou e olhou para a parede de  seu quarto...
Onde havia parado seu ânimo?